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Cerrado das Águas e CBH Paranaíba firmam parceria pela água

há 1 dia
4 min de leitura

Juntos por um território vivo: Cerrado das Águas e CBH Paranaíba firmam parceria para conservação da água e do solo


Protocolo assinado durante o Fórum Regeneração Territorial prevê cooperação para desenvolver projetos e fortalecer práticas produtivas sustentáveis na Bacia Hidrográfica do Rio Paranaíba.


Marcelo Urtado (à esquerda), presidente do Cerrado das Águas, e Fábio Bakker (à direita), presidente do CBH Paranaíba, posam sorrindo e seguram o Protocolo de Parceria e Cooperação para conservação da água e do solo durante o Fórum Regeneração Territorial, em Patrocínio (MG). Ambos vestem camisetas brancas do Cerrado das Águas, diante de um painel com imagens de vegetação.
Marcelo Urtado (à esquerda), presidente do Cerrado das Águas, e Fábio Bakker (à direita), presidente do CBH Paranaíba, posam sorrindo e seguram o Protocolo de Parceria e Cooperação para conservação da água e do solo durante o Fórum Regeneração Territorial, em Patrocínio (MG).

O Cerrado das Águas e o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Paranaíba (CBH Paranaíba) assinaram, durante o Fórum Regeneração Territorial, em Patrocínio (MG), um Protocolo de Parceria e Cooperação voltado à conservação dos recursos hídricos e do solo. A iniciativa estabelece uma atuação conjunta para apoiar, desenvolver e fortalecer projetos que contribuam para a melhoria da qualidade e da disponibilidade de água no território da bacia.

A parceria aproxima a atuação do Cerrado das Águas na regeneração territorial das diretrizes de gestão dos recursos hídricos. O objetivo é articular esforços para fortalecer práticas sustentáveis, integrando a conservação dos recursos naturais às atividades produtivas.

“Esse protocolo com o CBH Paranaíba vem para integrar e fortalecer a visão estratégica fundamental de que a conservação da água e a produção agrícola são frentes inseparáveis. Ao integrarmos a governança dos recursos hídricos ao manejo regenerativo que cuida do solo, amplia a infiltração de água e reconstitui a cobertura nativa, oferecemos ao campo e aos mercados globais uma resposta coletiva, técnica e sustentável aos desafios impostos pela crise climática”,

declara Fabiane Sebaio, secretária executiva do Cerrado das Águas.

Entre as ações prioritárias estão a elaboração e a implementação de projetos de conservação de solo e água, o incentivo à adoção de práticas produtivas sustentáveis e a articulação de recursos e parceiros para viabilizar as iniciativas.

“O Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Paranaíba (CBH Paranaíba) tem como princípio orientar a aplicação dos recursos arrecadados com a cobrança pelo uso da água a partir das prioridades estabelecidas em seu Plano de Recursos Hídricos. Nesse contexto, entendemos que uma das estratégias mais eficientes para potencializar esses investimentos é a construção de parcerias com atores locais, que conhecem a realidade dos territórios e os principais desafios relacionados à gestão das águas. É nesse sentido que estamos construindo uma parceria com o Cerrado das Águas, que já desenvolve ações na região dos ribeirões Bagagem e Araras, entre outros, em um território identificado pelo nosso Plano como prioritário para a atuação do Comitê. Essa aproximação permitirá integrar esforços e desenvolver ações conjuntas, aproveitando a experiência e o conhecimento territorial da instituição. Essa parceria também está alinhada aos nossos programas estruturantes, especialmente o Programa Fontes, voltado ao uso racional da água, que contempla iniciativas como o Laboratório Móvel de Irrigação, e o Programa Raízes, que incentiva ações de revitalização de bacias hidrográficas”, informa Fábio Bakker, presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Paranaíba (CBH Paranaíba).

O protocolo também prevê o acompanhamento dos resultados. Sempre que possível, os projetos deverão contar com indicadores que permitam avaliar avanços na conservação do solo, na proteção dos recursos hídricos, na redução da erosão e na melhoria da infiltração e da retenção de água, além da proteção de áreas estratégicas para a segurança hídrica.

Esses critérios conectam a cooperação institucional a resultados que poderão ser acompanhados no território. A proposta é orientar o desenvolvimento de iniciativas capazes de contribuir para a conservação ambiental e fortalecer as condições que sustentam a produção e a disponibilidade de água.

Os projetos decorrentes da parceria serão definidos de comum acordo entre as instituições e poderão ser formalizados por meio de planos de trabalho ou instrumentos complementares. Esses documentos estabelecerão objetivos, metas, áreas de atuação, cronogramas, responsabilidades, recursos e indicadores de acompanhamento.

Para viabilizar as ações, poderão ser mobilizados recursos próprios, de terceiros, editais, fundos e outras fontes disponíveis, conforme as necessidades de cada projeto. O protocolo estabelece a cooperação institucional, sem prever, por si só, transferência de recursos financeiros entre as partes.

Firmada no contexto do Fórum Regeneração Territorial, a parceria reforça a importância da articulação entre instituições para transformar objetivos de conservação em iniciativas conjuntas, com foco na água, no solo e na sustentabilidade do território.

“Para que essa articulação se traduza em resultados concretos, consideramos fundamental ampliar o envolvimento de outros atores locais, como sindicatos de trabalhadores rurais, cooperativas e demais organizações que atuam no território. Queremos construir um arranjo de cooperação capaz de promover transformações efetivas na gestão territorial e, consequentemente, contribuir para a melhoria da quantidade e da qualidade da água na bacia.Também é importante destacar o papel dos comitês afluentes PN1 e PN2 nesse processo. A participação dessas instâncias é essencial para integrar iniciativas, somar esforços e fortalecer a atuação conjunta na região. Acreditamos que essa articulação, envolvendo o CBH Paranaíba, os comitês afluentes, o Cerrado das Águas e seus parceiros nacionais e internacionais, permitirá ampliar o alcance dos investimentos e atrair novos recursos para o território. Mais do que aplicar os recursos da cobrança, queremos que esses investimentos sejam capazes de mobilizar novas parcerias, multiplicar recursos e gerar resultados duradouros para a gestão das águas. Essa é uma das principais estratégias que orientam a atuação do CBH Paranaíba: transformar os recursos disponíveis em oportunidades de cooperação e benefícios concretos para a bacia hidrográfica”, conclui Fábio Bakker.


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