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R9 - PLANTIO CONSORCIADO

Descrição: Quando o potencial de regeneração é baixo (não sobraram bons remanescentes nas vizinhanças e a área é dominada por capim), indica-se esta técnica.


Em formações florestais, como as matas ciliares, o plantio deve ser feito considerando diferentes grupos de árvores, por isso chama-se consórcio. Adotaremos aqui a classificação das árvores em dois GRUPOS FUNCIONAIS:


  • Espécies de Preenchimento: cresce rápido e a pleno sol. Possui copa densa e sombreia a área rapidamente. Ciclo de vida entre 10 a 30 anos. São pioneiras na colonização de áreas abertas. Alguns exemplos: pau-pólvora; sangra d´água, capichingui, ingazeiro, pau-viola.


  • Espécies de Diversidade: são espécies que vão substituir as de preenchimento gradualmente e criar o ecossistema rico e perene. Podem ser pioneiras, mas com a copa rala. Em geral possuem ciclo de vida longo (mais de 50 anos). Alguns exemplos: copaíba; cedro, jatobá; palmito, gerivá, paineira, angicos, ipês, jacarandá, mulungu etc.


Como fazer: Plantio de mudas nas seguintes condições:

  • Arranjo: intercalar na linha espécies de preenchimento e de diversidade

  • Espaçamentos (em metros): 2x2; 2x3, 3x3

  • Quantidade de mudas/ha: 1.111 a 2.500

  • Calagem: se for o caso, 100 a 300g/cova (aferir a dosagem com a análise do solo).




Arranjo de plantio com uma linha de preenchimento e uma linha de diversidade.






  • Manutenção: adubação com nitrogênio e potássio (recomendação da dosagem partir da análise do solo); controle das invasoras 3 vezes/ano até o segundo ano pós-plantio e controle de formigas cortadeiras.

  • Temporalidade: Plantio Concomitante: plantam-se primeiro as espécies de preenchimento e, após o sombreamento da área, faz o enriquecimento com espécies de diversidade. Plantio Simultâneo: plantam-se ao mesmo tempo os dois grupos.


Equipamentos necessários: Trator acoplado com roçadeira, sulcador, enxadas, cavadeiras, sacolas para distribuição das mudas, carreta, trena.


Época da realização: O plantio deve ser realizado no máximo até janeiro.


Monitoramento: Com uma amostragem de 10% da área, medir a altura das mudas e fazer a contagem das falhas (mortalidade). Anotar o aparecimento de regenerantes.


Indicadores: Mortalidade menor que 20%. Observar um crescente das alturas. Observar a formação de pontos com dossel (quando as copas começam a fechar) a partir do terceiro ano. Quando a área estiver com 80% de dossel pode ser abandonada.


Serviços Ecossistêmicos: Aumento da biodiversidade, aumento dos polinizadores, proteção das águas (em caso de florestas de galerias e matas ciliares), oportunidades de uso de produtos florestais não madeireiros.



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