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Cafeicultura se une para combater mudanças climáticas no Cerrado Mineiro 


Plataforma colaborativa formada por empresas, sociedade e poder público, tem como objetivo garantir o provisionamento dos recursos hídricos na região que é referência na produção de cafés de alta qualidade. 


Por ASCOM CCA 


O Consórcio Cerrado das Águas (CCA) foi criado em 2014, motivado pela crise hídrica vivenciada neste ano e idealizado pela Nespresso, o objetivo da sua implementação foi agregar esforços para implantação de estratégias de Agricultura Climaticamente Inteligente e Regenerativa que garantisse a provisão de serviços ecossistêmicos com a finalidade de alcançar um sistema produtivo resiliente às mudanças climáticas em propriedades agrícolas no entorno de bacias hidrográficas, gerando impactos positivos no bioma Cerrado Mineiro. 

 

Organizado para ser uma plataforma colaborativa, o CCA reúne e inclui vários setores, uma vez que envolve empresas, governo e sociedade civil para um mesmo objetivo. Fazem parte, como membros associados da plataforma colaborativa as seguintes empresas e entidades: Nescafé, Expocacer, Nespresso, Lavazza, Cooxupé, CofCo Internacional, Volcafé, NKG Stockler, Daterra Coffee, Federação dos Cafeicultores do Cerrado, CerVivo e Starbucks. Além disso, a plataforma possui parceiros-chaves como a Prefeitura de Municipal de Serra do Salitre e a Prefeitura Municipal de Coromandel.    

 

O objetivo de mitigar os efeitos das mudanças climáticas na cafeicultura tem sido alcançado pelo PIPC – Programa de Investimento no Produtor Consciente. A metodologia desenvolvida pelo Consórcio Cerrado das Águas, teve início em 2019, e é por meio dela que acontecem orientações, apoio e incentivo ao produtor na implementação de estratégias que visam à resiliência hídrica e, consequentemente, à mitigação dos efeitos climáticos.  

 



O trabalho desenvolvido pelo CCA é conduzido com produtores rurais de uma determinada bacia hidrográfica em quatro frentes de atuação: paisagens conectadas, gestão dos recursos hídricos, Agricultura Climaticamente Inteligente e Engajamento Institucional. Atualmente, há o atendimento em 116 propriedades rurais em três bacias: Patrocínio, Serra do Salitre e Coromandel, cuja área total corresponde a 99.571 hectares. Há planos de expansão para outros municípios no Cerrado Mineiro que visam a implementar, em mais bacias, estratégias para melhorar a qualidade do solo, da água e para proporcionar também mais qualidade para a vegetação nativa, cujos resultados já são sentidos pelo produtor rural. 

 

“A chegada do Consórcio trouxe o uso de técnicas de forma mais estudada, com conhecimento de causa, com apoio de pesquisadores, de técnicos de grandes universidades e outras coisas que não eram do meu conhecimento, como o uso de plantas de cobertura, o apoio no plantio dessas plantas que nos auxiliam em várias coisas como no controle biológico de pragas do cafeeiro, evitando a erosão e o solo exposto, no plantio de árvores, arborização no entorno e até mesmo nas linhas do cafeeiro, diminuindo o vento, diminuindo a incidência de granizo. São várias estratégias que adotamos e usamos em comum acordo, de acordo com a metodologia do PIPC”, avalia Eduardo Lana da Cruz, produtor rural com propriedade na bacia do ribeirão Grande, em Serra do Salitre. 

 

Os resultados ultrapassam as porteiras e tem como foco o bem coletivo. Com a visão de que a água de amanhã é fruto da paisagem que está sendo construída hoje, o CCA desenvolve ações e projetos que visam à construção de paisagens produtivas sustentáveis, gerando impactos ambientais e socioeconômicos positivos sobre a água para todos na Região do Cerrado Mineiro. Região essa que conta com 4.500 cafeicultores em uma área demarcada com 55 municípios, sendo mundialmente reconhecida pela alta qualidade do seu produto, sendo a primeira a conquistar a Denominação de Origem para cafés no Brasil. Logo, os esforços visam a combater as mudanças climáticas e garantir a produção cafeeira no Cerrado Mineiro.  

 




Entre os resultados dos esforços que impactam, diretamente, mais de 150 mil pessoas, estão 2.981 hectares de lavouras com estratégias de Agricultura Climaticamente implementadas, 195 hectares de vegetação nativa conservada e 50 hectares de vegetação nativa com estratégias de restauração implementadas. Com ações voltadas para a saúde do solo e água, destacam-se 1.143 hectares com estratégias implementadas e o alcance de 86,63% de índice de manejo de carbono, o que indica a eficácia de métodos como plantio direto e uso de culturas de cobertura, na acumulação de matéria orgânica no solo, comparando a quantidade e a estabilidade do carbono no solo em diferentes sistemas agrícolas. Até o momento, 68 mil mudas de espécies nativas foram plantadas como parte integrante das implementações de Agricultura Climaticamente Inteligente. 

 

“Temos novas ferramentas para fazer um presente e um futuro diferente. Muitos produtores deixam de dar um primeiro passo porque parece que o futuro está muito distante, mas a maioria das práticas que a gente prega e utiliza, possuem um efeito quase imediato. Obviamente, algumas demoram um pouco mais, mas vamos fazer isso principalmente para hoje pensando nas consequências positivas que terão no amanhã”, conclui Marcelo Urtado, cafeicultor e presidente do Consórcio Cerrado das Águas. 

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